Política

Boulos diz que Lula acerta ao revogar "taxa das blusinhas" e cobra Tarcísio

Ministro questiona governador de São Paulo sobre ICMS em compras internacionais

Ministro questiona governador de São Paulo sobre ICMS em compras internacionais
Ministro questiona governador de São Paulo sobre ICMS em compras internacionais Foto : Paulo Pinto/Agência Brasil

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu a decisão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de revogar a "taxa das blusinhas" e responsabilizou o Congresso Nacional pela instituição do tributo. As declarações ocorreram à imprensa, nesta quarta-feira, 13, enquanto chegava à comissão especial sobre a escala 6x1, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

"Tenho visto alguns comentaristas e gente na internet dizendo: ah, o Lula botou a taxa e agora tirou. Não é verdade que o Lula botou a taxa das blusinhas. A taxa das blusinhas foi aprovada aqui no Congresso Nacional", disse o ministro. "Aqui se fez uma emenda botando a taxa das blusinhas", e isso afetou o consumo popular", acrescentou.

Na ocasião, também cobrou posicionamento do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre a possibilidade de retirar o imposto estadual sobre as compras internacionais de até US$ 50.

"O presidente tomou uma decisão acertada ontem de revogar a taxa das blusinhas. E agora a gente espera que os governadores também tomem. Eu fico perguntando, o governador Tarcísio vai tirar o ICMS das blusinhas? O Lula já tirou o imposto federal", declarou. "Agora a batata quente está na mão do governador Tarcísio", disse.

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As declarações ocorreram no dia seguinte à edição da Medida Provisória do governo que isenta a tributação para compras internacionais de até US$ 50. A regra elimina o Imposto de Importação de 20% sobre essas compras, que havia sido aprovado pelo Congresso Nacional sob pressão do varejo nacional e sancionado por Lula em junho de 2024.

A "taxa das blusinhas" foi instituída por uma emenda da Câmara a um projeto do governo que criava o Programa Mobilidade Verde (Mover), uma política sobre sustentabilidade no setor automotivo.

O dispositivo foi incluído pelo relator na Câmara, deputado Átila Lira (PP-PI). Lula não vetou a medida, porque a aprovação se deu de acordo com o governo.