Política

Brasil acompanha com “preocupação” processo eleitoral na Venezuela, diz Itamaraty

Ministério reconhece que candidatura da oposição foi impedida de se registrar no pleito, mesmo sem decisões judiciais que a impedissem

Ministério das Relações Exteriores, vinha se mantendo à margem das críticas contra o pleito no país vizinho
Ministério das Relações Exteriores, vinha se mantendo à margem das críticas contra o pleito no país vizinho Foto : Federico Parra / AFP

O governo brasileiro declarou, nesta terça-feira, 26, que acompanha com “preocupação” o desenrolar do processo eleitoral na Venezuela depois que a coalizão opositora foi impedida de inscrever sua candidata.

"O governo brasileiro acompanha com expectativa e preocupação o desenrolar do processo eleitoral naquele país”, declarou, em nota, o Ministério das Relações Exteriores, que até agora havia se mantido à margem das críticas contra o pleito no país vizinho.

Confira a íntegra da nota

Esgotado o prazo de registro de candidaturas para as eleições presidenciais venezuelanas, na noite de ontem, 25/3, o governo brasileiro acompanha com expectativa e preocupação o desenrolar do processo eleitoral naquele país.

Com base nas informações disponíveis, observa que a candidata indicada pela Plataforma Unitaria, força política de oposição, e sobre a qual não pairavam decisões judiciais, foi impedida de registrar-se, o que não é compatível com os acordos de Barbados. O impedimento não foi, até o momento, objeto de qualquer explicação oficial.

Onze candidatos ligados a correntes de oposição lograram o registro. Entre eles, inclui-se o atual governador de Zulia, também integrante da Plataforma Unitaria.

O Brasil está pronto para, em conjunto com outros membros da comunidade internacional, cooperar para que o pleito anunciado para 28 de julho constitua um passo firme para que a vida política se normalize e a democracia se fortaleça na Venezuela, país vizinho e amigo do Brasil.

O Brasil reitera seu repúdio a quaisquer tipos de sanção que, além de ilegais, apenas contribuem para isolar a Venezuela e aumentar o sofrimento do seu povo.

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