Política

Brizola Neto lembra avô e diz que Ministério precisa ser ágil

Ministro do Trabalho foi empossado nesta quinta

A presidenta Dilma Rousseff dá posse ao novo ministro do Trabalho, Brizola Neto, em cerimônia no Palácio do Planalto
A presidenta Dilma Rousseff dá posse ao novo ministro do Trabalho, Brizola Neto, em cerimônia no Palácio do Planalto Foto : Antonio Cruz / ABR / CP
O Ministério do Trabalho precisa ser ágil para estar à altura dos desafios do país, disse nesta quinta-feira o novo ministro do Trabalho durante o discurso de posse. Brizola Neto destacou que a pasta precisa se esforçar para acompanhar tanto o avanço tecnológico quanto o crescimento econômico nacional. “É preciso que (o ministério) seja ágil, transparente, inovador, precisa fazer parte da discussão e da implementação de políticas sociais que nos conduzam a caminhos que se abram para o nosso país”, disse.

Brizola Neto lembrou ainda da figura de seu avô, Leonel Brizola, como sendo peça fundamental de sua atuação política. “O sobrenome que possuo integra uma linhagem de brasileiros ilustres, que se inicia com Getúlio Vargas, João Goulart e da figura saudosa de meu avó, Leonel Brizola. Esse sobrenome indissoluvelmente ligado a essa trajetória histórica que agora se redesenha em Luiz Inácio Lula da Silva e a com a presidenta Dilma Rousseff”, afirmou.

O ex-ministro do Trabalho Paulo Roberto Pinto lembrou das conquistas do ministérios nos últimos anos como a implementação das novas regras para o ponto eletrônico e a criação do grupo móvel de fiscalização de grandes obras.

Dilma exalta criação de empregos e relembra Jango

A presidente Dilma Rousseff iniciou o discurso agradecendo o trabalho feito pelo ministro Paulo Roberto dos Santos Pinto, que atuou como interino no Ministério do Trabalho, após a saída de Carlos Lupi do cargo no ano passado. A presidente exaltou a expansão das oportunidades de emprego e renda no Brasil. Se baseou em dados para afirmar que o desemprego no país está, hoje, nos mais baixos patamares da história – um índice de 6,5% registrado em março. E comparou com a situação contrária vivida nos países com economias desenvolvidas, como é o caso dos Estados Unidos e da Europa, em função da crise internacional.

Dilma ainda enumerou três grandes problemas para serem solucionados. Entre eles, reduzir as taxas de juros, torná-las compatíveis com as praticadas no mercado internacional e diminuir impostos para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros.

A presidente ainda relembrou João Goulart, que em 1953, aos 34 anos, foi empossado titular da mesma pasta do governo de Getúlio Vargas. “Brizola Neto ocupa a partir de hoje um cargo criado por um estadista e levado por um trabalhista”, disse Dilma. E deu as boas vindas ao novo ministro.

O nome de Brizola Neto foi anunciado pelo Palácio do Planalto na última segunda-feira para assumir o ministério do Trabalho. Aos 33 anos, ele é o mais jovem ministro do atual governo. Neto do ex-governador Leonel Brizola (que morreu em 2004), nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e está no segundo mandato como deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Estiveram presentes na cerimônia de posse  o vice-presidente da República, Michel Temer, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e demais dirigentes e integrantes de sindicatos, parlamentares e ministros.

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