A proposta polêmica, criticada pela falta de cientistas em sua elaboração e pela redução das áreas de preservação ambiental, gerou mobilizações de entidades de defesa ambiental. Integrantes do Greenpeace e de outras organizações realizaram, na noite de terça, no Salão Verde da Câmara, um protesto contra o novo código.
A representante da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), Miriam Prochnow, avalia que a proposta do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) privilegia os proprietários rurais que já devastaram áreas que deveriam ter sido protegidas. “O relator vive dizendo que fez acordo com a sociedade, mas isso não é verdade. Até apoiamos um novo código, desde que seja debatido de forma séria”, comentou.
Rebelo destacou que está sendo construído um consenso sobre a questão das reservas legais. Quanto às áreas de preservação permanente (APPs), Aldo explicou que foi feito um acordo para definir uma lista, ainda não fechada, de atividades permitidas nos locais. Ele salientou que seriam adotadas as mesmas medidas atuais de APPs (de 30 a 500 metros) e, nos casos de rios de até dez metros de largura, permaneceria a proposta dele de necessidade de recomposição de matas numa faixa de 15 metros.