Política

Câmara aprova projeto que torna permanente lei que regula incentivos fiscais ao esporte

Relator Orlando Silva garantiu que não haverá impacto fiscal

Parlamentares tiraram foto conjunta após aprovação
Parlamentares tiraram foto conjunta após aprovação Foto : Bruno Spada / Agência Câmara / Divulgação CP

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira, por 471 votos a favor e nenhum contrário, um projeto de lei complementar (PLP) que torna permanente a Lei de Incentivo ao Esporte, com incentivos e benefícios para o fomento de atividades de caráter desportivo. O projeto dispõe sobre as condições e os limites para a concessão, a ampliação ou a prorrogação de incentivos fiscais pela União, pelo Distrito Federal e pelos municípios. A matéria vai ao Senado.

O texto prevê que poderão ser concedidos, ampliados ou prorrogados incentivos relacionados ao Imposto de Renda, em âmbito federal, e o ICMS e o ISS, em âmbito estadual, municipal ou distrital. Poderão ser deduzidos do Imposto de Renda devido os valores despendidos a título de patrocínio ou doação no apoio direto a projetos desportivos e paradesportivos aprovados pelo Ministério do Esporte.

De acordo com o projeto, as deduções ficam limitadas a 3% do IR relativamente à pessoa jurídica e de 4% quando o projeto desportivo for destinado à inclusão social por meio do esporte, sobretudo em comunidades em situação de vulnerabilidade social. Até 2027, o limite será de 2%. As pessoas jurídicas não poderão deduzir valores para determinação de lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Além disso, a dedução fica limitada a 7% para pessoa física, e 6% até 2027.

Os incentivos não excluem ou reduzem outros benefícios fiscais e deduções em vigor. Sem essa lei, a política de estímulos fiscais ao esporte poderia ser extinta, porque precisa ser renovada a cada cinco anos. Em 2022, a lei havia sido renovada até 2027. De acordo com informações da Câmara, a lei captou R$ 6,3 bilhões para o esporte desde que foi criada, em 2006 - só no ano passado, a captação chegou a R$ 1 bilhão. A unanimidade em torno do projeto foi refletida em discursos de deputados governistas e da oposição, que chegaram a tirar fotos juntos.

O relator Orlando Silva (PCdoB-SP) disse que não haverá impacto fiscal com esses benefícios. 'Ano a ano, a legislação orçamentária projeta quanto vai caber de gasto tributário para o incentivo ao esporte. É o governo que estabelece o limite. Ano passado, foi autorizado o valor de R$ 1 bilhão. Em 2025, depende do que a lei orçamentária prevê. Então, não há nenhum impacto orçamentário, porque o impacto é definido pela LDO e pela LOA', declarou.