Mesmo pertencendo à base governista, o trabalhista prometeu manter a transparência e a imparcialidade. “Meu papel aqui é cumprir o regimento da Casa, por isso daremos todo o suporte para que a CPI possa fazer todo o trabalho que deve ser feito”, destacou. O governador Tarso Genro negou envolvimento com indicação do Instituto Ronaldinho à Prefeitura.
A Diretoria Legislativa da Casa vai agora comunicar os líderes das 12 bancadas com direito a assento na CPI para que indiquem representantes. O PT vai ser o único partido com dois integrantes. Além do presidente da CPI, vereador Mauro Pinheiro, o PT pode indicar Carlos Todeschini ou Sofia Cavedon. Apenas o PPL deve ficar de fora da Comissão de inquérito, por ser uma das menores bancadas e ter sido incluída na Comissão Especial que vai revisar o Código de Posturas de Porto Alegre.
O prazo é de cinco dias para que as indicações sejam formalizadas. Só depois da aprovação da presidência, o vereador Mauro Pinheiro pode, em um prazo de cinco dias, convocar a primeira reunião de trabalho, quando devem ser escolhidos o vice-presidente e o relator. O petista adiantou que o primeiro encontro da CPI vai servir para que sejam solicitadas cópias, à Prefeitura, de documentos essenciais para dar início à investigação.
O inquérito deve ser concluído em 120 dias, mas é possível que renovar o prazo por mais 60 - o que pode empurrrar o fim da CPI até as eleições de outubro. A meta é apurar supostas irregularidades nos contratos com o Instituto Ronaldinho Gaúcho entre os anos de 2007 e 2010, que somaram um montante de R$ 5,7 milhões. Os programas eram direcionados a projetos de educação e esporte com crianças carentes de comunidades carentes da Capital.