Política

Câmara da Capital instaura CPI do Instituto Ronaldinho Gaúcho

Comissão investigará possíveis irregularidades de até R$ 5,7 milhões em contratos

Requerimento foi assinado nesta tarde pelo presidente da Casa
Requerimento foi assinado nesta tarde pelo presidente da Casa Foto : Elson Sempé Pedroso / CMPA / CP
O presidente da Câmara Municipal, vereador Mauro Zacher (PDT), deferiu, na tarde desta quarta-feira, o pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos entre a Prefeitura de Porto Alegre e o Instituto Ronaldinho Gaúcho. Zacher analisou, por 24 horas, o requerimento que já havia sido aprovado, por seis votos a um, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Mesmo pertencendo à base governista, o trabalhista prometeu manter a transparência e a imparcialidade. “Meu papel aqui é cumprir o regimento da Casa, por isso daremos todo o suporte para que a CPI possa fazer todo o trabalho que deve ser feito”, destacou. O governador Tarso Genro negou envolvimento com indicação do Instituto Ronaldinho à Prefeitura.

A Diretoria Legislativa da Casa vai agora comunicar os líderes das 12 bancadas com direito a assento na CPI para que indiquem representantes. O PT vai ser o único partido com dois integrantes. Além do presidente da CPI, vereador Mauro Pinheiro, o PT pode indicar Carlos Todeschini ou Sofia Cavedon. Apenas o PPL deve ficar de fora da Comissão de inquérito, por ser uma das menores bancadas e ter sido incluída na Comissão Especial que vai revisar o Código de Posturas de Porto Alegre.

O prazo é de cinco dias para que as indicações sejam formalizadas. Só depois da aprovação da presidência, o vereador Mauro Pinheiro pode, em um prazo de cinco dias, convocar a primeira reunião de trabalho, quando devem ser escolhidos o vice-presidente e o relator. O petista adiantou que o primeiro encontro da CPI vai servir para que sejam solicitadas cópias, à Prefeitura, de documentos essenciais para dar início à investigação.

O inquérito deve ser concluído em 120 dias, mas é possível que renovar o prazo por mais 60 - o que pode empurrrar o fim da CPI até as eleições de outubro. A meta é apurar supostas irregularidades nos contratos com o Instituto Ronaldinho Gaúcho entre os anos de 2007 e 2010, que somaram um montante de R$ 5,7 milhões. Os programas eram direcionados a projetos de educação e esporte com crianças carentes de comunidades carentes da Capital.


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