O Legislativo sustenta que o coeficiente de 23 parlamentares é o ideal, conforme a Constituição Federal, baseado na densidade demográfica do município, de 435 mil habitantes. Aprovado em 1º turno com o mesmo placar, o projeto dependia do aval de 12 vereadores para ser validado. Com mais seis cadeiras, o custo anual da Câmara de Caxias do Sul com salários e assessores cresce em cerca de R$ 1 milhão.
“Estamos gastando no legislativo apenas 2% do orçamento. Novos vereadores não vão aumentar as despesas, que devem comprometer em, no máximo, 5% o orçamento”, declarou, no fim de julho, o presidente da Câmara de Caxias, Marcos Daneluz (PT). Cada vereador recebe salário de R$ 7,7 mil e pode contratar dois assessores. Daniel Guerra (PSDB), Harty Moisés Paese (PDT) e Rodrigo Beltrão (PT) foram os únicos a votar contra o aumento, na sessão desta tarde, que durou cerca de duas horas. Mais de 200 pessoas acompanharam a votação, parte delas, contrária ao projeto, usando narizes de palhaço.