Entre os gastos, são contabilizados custo de celulares, cópias, material de expediente, jornais e revistas, softwares, telefonia fixa, correio e postagens. Na categoria "Transportes e Estadias", são compreendidos gastos com indenização por uso de veículo particular, passagens e diárias.
Quem mais gastou com esses itens, segundo o levantamento, foi o vereador Carlos Comassetto (PT): R$ 582 mil em dois anos. Foram R$ 30 mil apenas com cópias e correio, R$ 38 mil com indenização de uso do veículo particular, R$ 9,4 mil com jornais e revistas, e R$ 41 mil com telefone, fixo e celular. Ele diz que os recursos estão dentro do previsto pela legislação e que foram necessários para as conquistas do mandato, como a aprovação de uma lei que delimita áreas de quilombo na zona Sul de Porto Alegre.
O diretor-executivo da ONG Transparência Brasil, Cláudio Abramo, discorda. Na avaliação dele, as Câmaras e Assembleias já têm gastos para impressões e telefone, por exemplo. Esses custos seriam pagos duas vezes.
O presidente da Assembleia Legislativa, Giovani Cherini, do PDT, gastou o mesmo que Comassetto em três anos e meio de legislatura. O vereador afirmou que os recursos utilizados foram elevados, porque é líder da oposição na Câmara Municipal. Ele explica que, além de projetos, os custos são necessários para fazer "costuras políticas" para que o governo federal possa construir em Porto Alegre o Hospital da Restinga, escolas técnicas e fazer duplicações de avenidas.
Outros vereadores tiveram gastos superiores a R$ 500 mil com verbas indenizatórias. Foram Adeli Sell, do PT, Alceu Brasinha, do PTB, Bernardino Vendrúsculo, do PMDB, Carlos Todeschini, do PT, Elias Vidal, do PPS, e Maria Celeste, do PT. A discriminação dos gastos de todos os vereadores, bem como os projetos de lei e viagens feitas estão no site www.transparencia.org.br.