Segundo o vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Márcio Patussi (PDT), a Justiça deferiu a liminar na noite dessa sexta-feira. Ontem, a Mesa Diretora da Casa havia entrado com a ação de reintegração de posse.
Os manifestantes invadiram a Casa na segunda-feira, reivindicando que os 12 vereadores assinassem documento se comprometendo a realizar audiência pública para discutir o horário das sessões, a abertura de CPI do transporte coletivo e a revogação do aumento da passagem.
Saguão da prefeitura de Rio Grande é desocupado
Ontem, o saguão da Prefeitura de Rio Grande foi desocupado pouco depois das 17h. Desde a noite de quinta-feira, integrantes do Movimento Livre Unificado-RG (Mlurg) estavam no local, pedindo melhorias no transporte público. Com a obtenção, pelo Executivo municipal, de ordem judicial de reintegração de posse, os 12 manifestantes aceitaram sugestão de sindicalistas e deixaram pacificamente o prédio.
No momento da ocupação, a mobilização envolveu cem pessoas. Ontem, após serem recebidos por outros militantes do Mlurg com aplausos, eles se concentraram em frente à prefeitura. Às 18h, o grupo realizaria assembleia na praça Xavier Ferreira.
A intenção inicial dos manifestantes era decidir, nesse encontro, se manteriam ou não a ocupação da sede do Executivo municipal. Porém, por volta das 15h, a prefeitura comunicou que o movimento poderia continuar, mas as portas seriam fechadas, impedindo a entrada de quem estivesse fora e o retorno de quem deixasse o imóvel.
A medida prejudicou o revezamento entre os integrantes do Mlurg, que reclamaram de coação e aceitaram sair “para não criminalizar o grupo”. A desocupação foi decidida no momento em que oficiais de Justiça chegaram ao saguão para dar conhecimento
da ação judicial.
Ontem, mesmo após os manifestantes se retirarem, a Brigada Militar manteve o policiamento em frente ao Paço Municipal, para garantir a segurança do patrimônio público.
O prefeito Alexandre Lindenmeyer disse que determinou o fechamento das portas do prédio depois de ter levado técnicos para explicar ao grupo de ocupantes os procedimentos que mantiveram a passagem de ônibus em R$ 2,60 e de ter detalhado as ações de governo para melhorar o transporte coletivo e reduzir custos. Foi registrada ocorrência policial sobre danos causados ao patrimônio público.