"Ele vai receber a ordem judicial de reintegração de posse e pode negociar com os manifestantes uma saída pacífica", relatou o vereador. "Não temos em nenhum momento o poder de polícia. O único poder que se tem na Câmara é o poder das ideias e da palavra”, reforçou Duarte.
O prédio está ocupado desde quarta-feira por estudantes e integrantes do Bloco de Luta pelo Transporte Público. Duarte espera que o pedido fosse deferido ainda no sábado pelo Judiciário.
De acordo com o presidente da Casa, as possibilidades de diálogo com o grupo que ocupa a sede do Legislativo estão esgotadas. “Acatamos todas as discussões que eles queriam. Dissemos que, com relação à planilha (das empresas de transporte), íamos ouvi-los e construir um projeto em conjunto”, argumentou.
Após reunião neste sábado entre vereadores e representantes do Bloco, não houve acordo, o que motivou o pedido de reintegração de posse. “Eu disse a eles que não tenho como atuar mais. Não tenho outra alternativa constitucional. Tenho que preservar o parlamento, até pelo regimento interno da Casa. É minha obrigação número um”, explicou o vereador.
Ele alega que não há condições de iniciar o expediente na Câmara na próxima segunda-feira caso o prédio não seja desocupado até domingo. Ele afirma que a atuação dos vereadores é restrita e que funcionários estão com medo. Além disso, cita que menores de idade - inclusive crianças - estão no plenário da Câmara. “Não tem como iniciar um novo dia de trabalho legislativo com essa pressão toda, com cerceamento de liberdade de imprensa e com dificuldade de pronunciamento dos vereadores. Fere o princípio básico do parlamento que é a liberdade”, observou.
Em postagem nas redes sociais, Bloco de Luta pelo Transporte Público chamou o pedido de reintegração de posse de repressor. “Enquanto fazemos aulas públicas, debates, assembleias populares e atividades político-culturais, eles trabalham para reprimir o povo e proteger os interesses dos empresários”.