Política

Câmara fecha acordo para votar MPs que expiram em uma semana

Objetivo é dar prazo mínimo de sete dias para o Senado aprecisar os textos

Os líderes da Câmara dos Deputados fecharam, nesta terça-feira, um acordo para apreciar duas medidas provisórias (MPs), de números 605/2013 e 601/12, que expiram na semana que vem. Ambas perdem a validade na próxima segunda, dia 3 de junho, e precisam ser votadas até hoje para atender a determinação do Senado de que só vai apreciar MPs que cheguem à Casa, no mínimo, sete dias antes de expirarem.

A primeira foi aprovada no início da tarde e permite o uso de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para compensar descontos concedidos a alguns setores na estrutura tarifária e viabilizar a redução da conta de luz, vigente desde janeiro deste ano. Os deputados votam os destaques que pretendem modificar o texto-base. Já a segunda MP desonera a folha de pagamento de vários setores.

Os partidos de oposição e algumas siglas da base aliada condicionavam a votação das duas MPs à marcação de uma data para votar o Projeto de Lei Complementar 200/2012, que extingue a multa de 10% do FGTS cobrada dos empregadores, em caso de demissão sem justa causa.

Na segunda, o presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), havia sugerido adiar a votação para agosto, mas a oposição, com apoio de partidos da base, queria votar o projeto em junho. Com o acordo, a votação foi marcada para o dia 3 de julho. “A votação da matéria [PLP 200] é uma reivindicação do DEM que, pelo acordo, não deverá obstruir a votação de hoje”, disse o vice-líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE).

“Tínhamos feito a proposta para votar o projeto em agosto e a contraproposta foi para junho. Como foi um bom acordo, não fechamos nem agosto, nem junho, mas a votação para julho. Vários líderes entenderam a importância de se votar as MPs e o projeto em julho”, explicou Henrique Alves.

Bookmark and Share