Por conta da realização de uma conferência neste sábado, a juiza Adriane de Matos acatou o pedido para que a área seja retomada pelo poder público. Os manifestantes têm até o fim da noite para deixar a área. A Brigada Militar deverá dar apoio para a reintegração de posse. Antes, contudo, o presidente tentará fazer uma contraproposta para negociar a saída com os responsáveis pelo protesto.
A Câmara, ocupada desde a noite de quinta, emitiu uma nota sobre as reivindicações dos manifestantes, apesar de salientar que nenhum documento oficial foi entregue pelo grupo. No documento, o presidente da Câmara, Luiz Andrade, afirmou que os parlamentares foram impedidos de trabalhar. "O Legislativo garantiu a democracia – permitindo a participação dos manifestantes –, no entanto os parlamentares foram impedidos de fazer o uso da palavra e votar os projetos da ordem do dia, obrigando a suspensão da sessão."
Conforme o Legislativo do município, os ativistas exigem melhorias em três setores: transporte, saúde e redução de cargos comissados. “A Câmara já realizou audiência pública, onde foram discutidas questões para a mobilidade urbana. Além disso, já foi protocolada na Casa a proposta de criação da Frente Parlamentar pelo barateamento da tarifa do transporte público”, defendeu na nota.