Política

Câmara rejeita criação da CPI do Instituto Ronaldinho Gaúcho

Relatório do vereador Eloi Guimarães (PTB) questiona validade de assinaturas

Sem cumprir o regimento interno da Câmara Municipal de Porto Alegre, a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias de irregularidades na parceria entre o Instituto Ronaldinho Gaúcho e a prefeitura foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Durante reunião realizada nesta terça-feira, o vereador Elói Guimarães (PTB) apresentou parecer explicando que o requerimento não conta com as assinaturas de, no mínimo, um terço dos vereadores em exercício efetivo do mandato, conforme determina a lei.

“Na prática, o pedido de CPI foi assinado por 11 vereadores, pois Aldacir Oliboni (PT) que seria o 12º, já era deputado estadual quando o pedido foi homologado, em 7 de março. Portanto, não basta assinar, é preciso estar no efetivo exercício do mandato”, avaliou Elói, ao explicar que até 16 de novembro de 2011, 11 vereadores se manifestaram favoráveis à CPI.

O parecer não foi colocado em votação na reunião de hoje porque o vereador Mauro Pinheiro (PT) pediu tempo para apresentar seu argumento. De acordo com o presidente da CCJ, Luiz Braz (PSDB), o texto deverá ser votado em reunião extraordinária da comissão nesta sexta-feira. Pinheiro, autor do pedido de CPI, também defendeu a necessidade de investigação para apurar supostos desvios de recursos públicos da Secretaria Municipal da Saúde em contratos com o Instituto Sollus, que administrou o Programa Saúde da Família entre 2007 e 2009.

“Pelo jeito é interesse da base aliada que a CPI envolvendo o Instituto Ronaldinho Gaúcho não ocorra. Ainda que o regimento estabeleça que a data de protocolo é a que vale, quando Oliboni assinou ele ainda era vereador”, salientou.

Também participaram da reunião os vereadores Waldir Canal (PRB), Reginaldo Pujol (DEM), Sebastião Melo (PMDB) e Bernardino Vendruscolo (PMDB), que solicitou ao presidente da CCJ, Luiz Braz (PSDB), que seja incluído, no regimento interno, um esclarecimento sobre o quórum para requerimentos de CPI. Segundo Vendruscolo, o objetivo é não incentivar outros parlamentares a protocolarem requerimentos sem o número mínimo de assinaturas exigido.

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