A Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados vai instaurar inquérito para identificar os manifestantes que invadiram na quarta-feira o plenário da Comissão Especial da Reforma da Previdência. A invasão levou à interrupção do processo de votação dos destaques apresentados ao relatório final sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/16) que altera os critérios de acesso ao benefício da aposentadoria.
O inquérito também deve investigar o uso de artefatos explosivos nas dependências da Câmara. Alguns manifestantes teriam conseguido entrar no anexo das comissões portando armas e granadas, o que é proibido pelo regimento da Casa.
A informação foi divulgada no final da manhã pelo presidente em exercício da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG). O presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) está desde quarta-feira em viagem para o Líbano, junto com uma comitiva de deputados e só volta no próximo domingo.
Ramalho leu uma nota da Presidência em que “repudia com veemência os atos de violência praticados ontem (quarta-feira)” e declara que “buscará a indenização cível dos danos causados ao Erário”.
Câmara vai investigar invasão à comissão da reforma da Previdência
Presidência divulgou nota que "buscará a indenização cível dos danos causados ao Erário"