Publicamente, o PDT vai cumprir todo o script de mostrar que se esforça para manter o prefeito José Fortunati em seus quadros. Mas, internamente, a decisão foi recebida com indiferença pela cúpula. Vieira da Cunha, que coordenou a campanha de Fortunati à prefeitura em 2012 e presidia o diretório Metropolitano até a segunda-feira, informou, via assessoria, que não vai tratar da questão porque ela diz respeito ao partido e ele está licenciado da presidência.
O senador Lasier Martins, mesmo cordial, deu seu recado: “Se eu tiver um tempo, vou ligar para ele”, informou, na tarde desta terça-feira. Segundo Lasier, se o prefeito estava insatisfeito com o partido, deveria ter pedido uma reunião da Executiva. “Já dissabores com a bancada na Câmara são muito pequenos para a figura dele. Não justificam essa atitude”, resumiu. O fato é que, desde o ano passado, circulam no partido rumores de que o prefeito “conversava” com outras siglas e, de forma muito particular, com o PSD de Gilberto Kassab.
Em reunião da Executiva no final de 2014, Fortunati, que sempre correu em carreira solo no PDT, desautorizou o partido a ventilar seu nome para a disputa de 2018. Entre pedetistas, o licenciamento é apontado como uma “jogada” para evitar que a sigla reivindique o mandato. Fortunati sustenta que, além do boicote de parte dos vereadores, a direção partidária não tomava “nenhuma decisão”. Sobre migrar para outra legenda, garante que seu compromisso é governar “ao lado daqueles que realmente querem o melhor para a cidade, independentemente de colorações partidárias”.
Cúpula do PDT reage com indiferença ao licenciamento de Fortunati
Partido manterá "script" de que se esforça para manter prefeito da Capital