Política

Cúpula do PDT reage com indiferença ao licenciamento de Fortunati

Partido manterá "script" de que se esforça para manter prefeito da Capital

Partido manterá "script" de que se esforça para manter prefeito da Capital
Partido manterá "script" de que se esforça para manter prefeito da Capital Foto : André Ávila
Publicamente, o PDT vai cumprir todo o script de mostrar que se esforça para manter o prefeito José Fortunati em seus quadros. Mas, internamente, a decisão foi recebida com indiferença pela cúpula. Vieira da Cunha, que coordenou a campanha de Fortunati à prefeitura em 2012 e presidia o diretório Metropolitano até a segunda-feira, informou, via assessoria, que não vai tratar da questão porque ela diz respeito ao partido e ele está licenciado da presidência.

O senador Lasier Martins, mesmo cordial, deu seu recado: “Se eu tiver um tempo, vou ligar para ele”, informou, na tarde desta terça-feira. Segundo Lasier, se o prefeito estava insatisfeito com o partido, deveria ter pedido uma reunião da Executiva. “Já dissabores com a bancada na Câmara são muito pequenos para a figura dele. Não justificam essa atitude”, resumiu. O fato é que, desde o ano passado, circulam no partido rumores de que o prefeito “conversava” com outras siglas e, de forma muito particular, com o PSD de Gilberto Kassab.

Em reunião da Executiva no final de 2014, Fortunati, que sempre correu em carreira solo no PDT, desautorizou o partido a ventilar seu nome para a disputa de 2018. Entre pedetistas, o licenciamento é apontado como uma “jogada” para evitar que a sigla reivindique o mandato. Fortunati sustenta que, além do boicote de parte dos vereadores, a direção partidária não tomava “nenhuma decisão”. Sobre migrar para outra legenda, garante que seu compromisso é governar “ao lado daqueles que realmente querem o melhor para a cidade, independentemente de colorações partidárias”.