Política

CAE do Senado aprova projeto que obriga depoimento semestral do presidente da CVM

Comparecimento periódico já vale, por exemplo, para o presidente do Banco Central

Texto passará pela chamada "votação suplementar" no colegiado, etapa burocrática que ainda não tem data para ocorrer
Texto passará pela chamada "votação suplementar" no colegiado, etapa burocrática que ainda não tem data para ocorrer Foto : Andressa Anholete/Agência Senado/CP

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira, 26, um projeto de lei que obriga o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a comparecer semestralmente ao Senado para prestar contas sobre a evolução do mercado de capitais e a atuação da autarquia. O comparecimento periódico já vale, por exemplo, para o presidente do Banco Central (BC).

O texto, porém, passará pela chamada "votação suplementar" no colegiado, uma etapa burocrática que ainda não tem data para ocorrer. Com a votação na CAE é terminativa, se não houver recurso, o texto irá direto para a Câmara após a votação suplementar.

Apresentada pela senadora Jussara Lima (PSD-PI), a proposta ganhou força após parlamentares criticarem a fiscalização da CVM sobre o escândalo do Master. O projeto altera a Lei nº 6.385, de 1976, para estabelecer que o presidente da CVM apresente um relatório, em arguição pública, no primeiro e no segundo semestre de cada ano.

Veja Também

O relator, Eduardo Braga (MDB-AM), fez ajustes à redação para que o relatório trate da "evolução do mercado de valores mobiliários, do cumprimento do mandato institucional da autarquia e do cumprimento do plano estratégico vigente".

Braga afirmou que a proposta fortalece os princípios da publicidade e da transparência na administração pública e reforça o controle democrático exercido pelo Congresso sem comprometer a autonomia técnica da CVM.

O senador argumentou ainda que o mercado de capitais ocupa posição estratégica no financiamento da atividade econômica e que a atuação da CVM é central para fiscalizar o setor, reduzir assimetrias de informação e proteger investidores.