Política

Caiado compara crise entre Flávio e Michelle Bolsonaro a 'Casos de Família'

Senador voltou a pedir desculpas para a ex-primeira-dama, que informou aceitar

Pré-candidato busca se consolidar como terceira via
Pré-candidato busca se consolidar como terceira via Foto : Mauro Schaefer / CP Memória

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), comparou a reconciliação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao extinto programa "Casos de Família", do SBT. A declaração foi feita nesta quinta-feira, 23, poucas horas depois de Flávio divulgar um vídeo em que pede desculpas à madrasta e faz um apelo por união às vésperas da convenção nacional do PL.

"Enquanto uma família que conhecemos resolve questões internas como se estivesse em um episódio do programa 'Casos de Família', eu sigo trabalhando para construir um projeto de futuro que nos liberte, de uma vez por todas, das garras do PT e de qualquer outro projeto ideológico", escreveu Caiado na rede social X.

A crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro tornou-se pública em 24 de junho, quando a ex-primeira-dama divulgou um vídeo acusando o senador de tê-la humilhado e maltratado após divergências sobre o apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes no Ceará.

Na ocasião, Flávio publicou um primeiro vídeo com pedido de desculpas, que foi rejeitado por Michelle. Paralelamente, lançou um conjunto de propostas voltadas ao público feminino na tentativa de reduzir os impactos da crise política.

Nesta quinta-feira, o senador divulgou um novo vídeo, no qual voltou a pedir desculpas e defendeu a união do grupo para a disputa eleitoral. Desta vez, Michelle aceitou o pedido, publicou um vídeo em resposta e elogiou a postura do enteado.

A reaproximação ocorre poucos dias antes da convenção nacional do PL, que oficializará a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A possibilidade de Michelle não participar do evento era vista por aliados como um fator que poderia prejudicar a campanha eleitoral.