A PEC tenta resolver um imbróglio que pode alterar até 20 cadeiras na composição da Casa. Duas liminares já foram concedidas pelo STF determinando a troca de suplentes empossados por outros que pertençam aos mesmos partidos de deputados licenciados. Até agora, porém, a Câmara ainda não reuniu sua Mesa Diretora para debater o tema. A tendência é encaminhar cada caso para a Corregedoria. Somente depois de um processo interno é que as liminares poderiam ser acatadas.
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), tem apoiado nos bastidores a PEC dos suplentes. Em reunião com o presidente do STF, Cezar Peluso, Maia afirmou que a solução para o caso tinha que vir do Legislativo. Com o apoio de Maia e dos líderes, a PEC pode ser pautada em uma sessão extraordinária no plenário e, com isso, ser votada mesmo com a pauta trancada por medidas provisórias.
Apesar disso, alguns parlamentares procuram alguma solução mais ágil do que a PEC. Uma ideia é fazer algum projeto infraconstitucional tratando do tema. O problema é que uma lei desta forma poderia ser derrubada posteriormente pelo Supremo por inconstitucionalidade.