O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, afirmou que a ausência do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", não prejudicará as investigações. Camilo Antunes, um dos principais alvos da comissão, usou uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou seu depoimento facultativo, para não comparecer à reunião.
Viana, no entanto, garantiu que a comissão já possui informações cruciais sobre o lobista. "Ele não escapará, porque os sigilos fiscal e telefônico dele já estão quebrados", disse o senador em suas redes sociais. A CPMI já recebeu dados da Polícia Federal sobre a entrada e saída de Camilo do país, além de detalhes sobre seu patrimônio, e planeja "fazer o cerco" por meio das informações bancárias.
Próximos passos
Apesar do cancelamento da sessão com Camilo Antunes, a comissão tem planos de continuar as investigações. Está agendada para quinta-feira (18) a oitiva do empresário Maurício Camisotti, embora Viana tema que ele também falte, amparado pela mesma decisão do STF. O senador afirmou que o objetivo da semana é votar a convocação de presidentes do INSS e de sindicatos.
O deputado Duarte Jr. (PSB-MA) apresentou novos requerimentos para a CPMI, solicitando que a esposa e o filho de Camilo Antunes, Tânia Carvalho e Romeu Antunes, sejam ouvidos. O deputado também pediu a quebra do sigilo bancário e fiscal da esposa do lobista, alegando que o casal teria movimentado juntos R$ 353 milhões em menos de seis meses. A convocação do filho é justificada por ele ser sócio do pai em empresas que, segundo o parlamentar, foram usadas para repassar dinheiro no esquema de fraude do INSS.