Política

Candidatos a vice questionam gestão da saúde em Porto Alegre

Sete postulantes ao cargo se reuniram em debate organizado pela rádio Guaíba

Candidatos a vice-prefeito de Porto Alegre se reuniram para debate na rádio Guaíba
Candidatos a vice-prefeito de Porto Alegre se reuniram para debate na rádio Guaíba Foto : Arthur Puls
As promessas marcaram o debate entre os sete candidatos a vice-prefeito de Porto Alegre, realizado nesta sexta-feira na rádio Guaíba, com apresentação da jornalista Taline Oppitz. A questão da saúde, entre os temas sorteado no embate, levantou algumas polêmicas. Os candidatos evitaram ataques pessoais, mas não pouparam as siglas.

Resplande de Sá, vice de Érico Corrêa (PSTU), atacou as alianças partidárias de Adão Villaverde (PT), José Fortunati (PDT) e Manuela D’Ávila (PC do B), que integram a base aliada dos governos estadual e federal. Já Goretti Grossi (PCB), vice de Roberto Robaina (PSol), aproveitou para criticar o corte de bilhões de reais do governo Dilma Rousseff (PT) na área da saúde e os investimentos na Copa. “25 bilhões para a Copa que deixará para Porto Alegre a conta e o lixo”, disse.

Assim como no debate dos prefeituráveis, o alvo preferencial das críticas seguiu sendo a atual gestão, defendida por Sebastião Melo (PMDB). Os adversários repreenderam a forma como são aplicados os recursos da Capital na saúde. Segundo Melo, vice do atual prefeito José Fortunati (PDT), a administração investe 21% do orçamento na área. “A saúde em Porto Alegre não está boa. Essa é a grande queixa das pessoas. O atual governo disse que está fazendo, mas nós não vemos esses resultados”, atacou coronel Bonete (PR), da chapa do petista Villaverde. Nelcir Tessaro (PSD), vice de Manuela, lembrou o episódio do ponto facultativo na sexta-feira, dia 8 de junho, após o feriado de Corpus Christi. “Nossa proposta é acabar com as filas e com as fichas”, defendeu Tessaro.

Apesar de Melo afirmar que a informatização dos sistemas de saúde da Capital já está sendo realizada e, até mesmo, com algumas partes quase concluídas, Bonete e Tessaro prometeram a informatização. Além disso, falaram que, se vitoriosos, irão implantar o agendamento de consultas via internet e por telefone.

Luís Machado (PSDC), vice de Jocelin Azambuja (PSL), prometeu uma base de saúde em cada bairro. “Queremos construir postos nos 46 bairros que hoje não têm atendimento”, afirmou. Marco Dangui (PRP), vice de Wambert Di Lorenzo (PSDB), reconheceu boas ações na atual gestão, mas frisou que ainda existem problemas. “Os grandes gestores da saúde são os médicos e os enfermeiros. É aí que temos que investir e não em cargos em comissão (CCs)”, frisou.

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