A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, participou de uma reunião com prefeitos na Assembleia Legislativa para tratar do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 na manhã deste sábado. No encontro, a ministra afirmou que o governo federal não aprovou a construção de novas linhas de metrô porque os municípios não tinham projetos que poderiam ser financiados em tempo hábil.
Dilma adiantou que o vice-prefeiro da Capital, José Fortunati, irá à Brasília, na terça-feira, para tratar sobre os novos projetos que podem ser incluídos no PAC 2. A ministra admitiu a necessidade de realização da obra em razão do aumento de tráfego em Porto Alegre, mas advertiu que uma obra dessa magnitude não sai antes de 5 ou 6 anos.
Na palestra, a ministra afirmou que o governo federal já investiu 60% dos R$ 638 bilhões previstos para o PAC 1 e adiantou que o PAC 2 terá como prioridade a solução de problemas urbanos, como saneamento, transporte, creches e segurança. Dilma não citou o valor dos novos investimentos e destacou que é obrigação do atual governo federal deixar programas previstos para quem vier a sucedê-lo.
Embora tenha evitado abordar a campanha política, Dilma deixou escapar temas de comparações com gestões federais anteriores que farão parte do debate eleitoral deste ano ao reiterar que não havia investimentos em habitação e que o Brasil passou deixou de recorrer a empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI).
No encontro, estavam cerca de 100 administradores municipais e 600 secretários, vereadores, deputados, assessores e militantes. Organizado pelo prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, o evento recebeu o nome de "O PAC e o Futuro do Brasil". Entre os convidados estavam políticos de diversos partidos da base de apoio ao governo federal.
Rádio Guaiba com informações da Agência Estado.
Capital não terá metrô porque não existe projeto, diz Dilma
Ministra afirmou que o governo já investiu 60% dos R$ 638 bilhões previstos para o PAC 1