Política

Carlos Lupi já havia deixado ministério por de corrupção durante governo Dilma

Em 2011, Lupi deixava o governo federal após recomendação da Comissão de Ética da Presidência para demiti-lo

Lupi pediu demissão do Ministério do Trabalho em 2011 após desgaste envolvendo série de denúncias
Lupi pediu demissão do Ministério do Trabalho em 2011 após desgaste envolvendo série de denúncias Foto : Ricardo Giusti / CP Memória

Nesta sexta-feira, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, pediu demissão do Ministério da Previdência Social após escândalo envolvendo supostas fraudes no INSS. Esta não é a primeira vez que o agora ex-ministro deixa a Esplanada do Ministério após denúncias de corrupção.

Em 4 de dezembro de 2011, Lupi publicou uma carta pedindo demissão "em caráter irrevogável" do Ministério do Trabalho e Emprego. Ele se tornava o sétimo ministro a deixar o cargo já no primeiro ano da então presidente Dilma Rousseff (PT). Lupi havia assumido a pasta desde 2007, ainda no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

À época, Lupi sucumbia após uma série de denúncias envolvendo convênios irregulares do seu ministério com ONGs, de ter trabalhado como "funcionário fantasma" na Câmara de Deputados, assessor do ministério relacionado a supostos subornos a organizações que assinaram contratos com a pasta, entre outras. A gota d'água foi a recomendação da Comissão de Ética da Presidência para demiti-lo, depois que suas explicações frente ao escândalo não convenceram.

Na ocasião, o pedetista emitiu uma carta acusando a imprensa de persegui-lo. “Tendo em vista a perseguição política e pessoal da mídia que venho sofrendo há dois meses sem direito de defesa e sem provas; levando em conta a divulgação do parecer da Comissão de Ética da Presidência da República – que também me condenou sumariamente com base neste mesmo noticiário sem me dar direito de defesa — decidi pedir demissão do cargo que ocupo, em caráter irrevogável. Faço isto para que o ódio das forças mais reacionárias e conservadoras deste país contra o trabalhismo não contagie outros setores do governo”, escreveu Lupi, em 2011.

Desta vez, em 2025, Lupi sofreu desgaste com a operação Sem Desconto, que investiga irregularidades no INSS. De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), seis milhões de aposentados e pensionistas foram lesados no esquema que descontava valores indevidos das folhas de pagamentos dos beneficiários. Conforme a CGU, o impacto financeiro com descontos associativos é da ordem de R$ 6,3 bilhões. A operação também provocou a queda do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

Nesta sexta-feira, Carlos Lupi publicou uma carta em suas redes sociais comunicando a decisão, enquanto o PDT do Rio Grande do Sul defendeu sua saída do ministério. O governo federal anunciou que convidou o ex-deputado federal pedetista Wolney Queiroz, atual secretário-executivo da Previdência, para ocupar o cargo.

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