Política

Caron nega corrupção e justifica saída do Dnit para "dar liberdade" ao governo

Ex-diretor de Infraestrutura garante que seu setor teve melhoras comprovadas de gestão

Depois de sete anos como diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit), Hideraldo Caron justificou seu pedido de demissão na tarde desta sexta-feira. Ele argumentou que sua saída serve para deixar o governo à vontade para fazer as mudanças que julgar necessárias no setor de transportes. Ele ressaltou que o pedido de afastamento é irrevogável e foi uma iniciativa “totalmente pessoal e voluntária”.

“O governo já expressou publicamente a intenção de reformular a área de transportes e eu resolvi solicitar a exoneração no sentido de colaborar para que esses espaço fique disponível. Se é esse o desejo do governo, eu não vou ser impedimento para isso”, relatou o ex-diretor do Dnit.

Segundo Caron, o pedido de afastamento não tem relação com as denúncias de irregularidades em relação a sua gestão. “Até porque não tem nenhuma denúncia relativa à minha área que tenha comprovação, pelo contrário, todos os relatórios que temos dos últimos anos, inclusive da CGU [Controladoria-Geral da União], mostram avanços na melhoria dos procedimentos e da gestão do Dnit”, garantiu.

No encontro que teve na tarde de hoje com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, Caron pediu para continuar auxiliando o governo nos próximos dias para que não haja problemas de continuidade nas obras sob responsabilidade do Dnit. Caron ocupava o cargo desde 2004.

Filiado ao PT, foi citado pela revista Veja como um dos envolvidos nas denúncias de corrupção em obras da área dos transportes. As denúncias também atingiram o diretor-geral do órgão, Luiz Antonio Pagot, que tirou férias no início da crise.

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