O corregedor da Assembleia, Marlon Santos (PDT), apresentou nesta terça-feira representação à Comissão de Ética da Casa abrindo processo disciplinar contra o deputado Diógenes Basegio, também do PDT. O relator apontou omissão e improbidade como motivos para a representação.
A partir de agora, uma subcomissão formada por três parlamentares vai ouvir a defesa do deputado, providenciar diligências, e produzirá um novo relatório indicando arquivamento ou mantendo a representação. Nesta etapa, já se aponta o tipo de sanção cabível, que pode ser censura, suspensão ou cassação.
Durante a leitura do relatório, Santos mencionou que Basegio falhou em apenas demitir o assessor que teria cometido irregularidades em seu gabinete. Disse que o parlamentar deveria ter denunciado o suposto ilícito às autoridades. O corregedor também destacou a denúncia de contratação de servidor fantasma lotado no gabinete de Basegio. Segundo Santos, não houve tempo hábil para aprofundar investigações sobre os indícios de cobrança de parte dos salários dos servidores e a suposta adulteração de quilometragem em veículo oficial, que garantiu maior ressarcimento pelo gasto com combustível.
Em entrevista, Santos citou que “há abundância de provas da falta de decoro, o que poderá resultar em pedido de cassação”. Disse que, diante dos indícios, apresentou “notícia crime” à Polícia Civil e ao Ministério Público contra os ex-assessores envolvidos com as denúncias.
Basegio não assistiu à sessão. O presidente estadual do PDT, Pompeo de Mattos, afirmou que a sigla “não fugiu da responsabilidade” no caso. “O PDT vê isso com respeito e autonomia do Legislativo. A representação não implica nenhuma condenação, apenas o início da investigação”.
Caso Basegio vira processo na Assembleia
Corregedor decide apresentar representação disciplinar contra deputado pedetista<br />