Política

Caso Eliseu Santos não pode virar Gre-Nal, diz Fortunati

Prefeito falou sobre as diferenças das versões da Polícia Civil e do Ministério Público

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, disse nesta sexta-feira, durante participação de procissão no Morro da Cruz, que as diferenças das versões da Polícia Civil e do Ministério Público sobre a morte do ex-secretário municipal da Saúde Eliseu Santos não podem se transformar em uma disputa. “Espero que não façamos dessa diferença de opiniões um Gre-Nal - a favor ou contra”, afirmou. “Vamos esperar com serenidade. O que todos queremos é que a verdade apareça”, completou. 

Dirigindo-se à oposição, Fortunati criticou a possibilidade de o crime ser utilizado como palanque eleitoral. Ele informou que conversará com o líder do governo na Câmara de Vereadores, João Antonio Dib, para que a morte de Eliseu não se transforme em justificativa para a formação da CPI da Saúde.

Até o momento, 11 parlamentares assinaram o requerimento. Com mais um apoio, a comissão pode ser implantada. O objetivo da oposição é investigar as irregularidades do Instituto Sollus no gerenciamento do Programa de Saúde da Família e incluir o tema da empresa de segurança Reação.

Psol diz que CPI é indispensável

O líder do Psol na Câmara de Porto Alegre, Pedro Ruas, disse que, a partir das denúncias do MP, torna-se indispensável a formação da CPI. Ele ressaltou que as informações apresentadas são graves e merecem a atenção do parlamento.

Ruas afirmou que as irregularidades cometidas pela empresa de segurança Reação na secretaria ocorreram no mesmo período em que o Instituto Sollus coordenava o Programa de Saúde da Família na Capital. Segundo o vereador, esta será a oportunidade para debater e investigar as denúncias de corrupção e de desvio de recursos na pasta da saúde.