Política

Centenas protestam contra Temer do Centro Histórico ao Moinhos de Vento

Alguns grupos protagonizaram atos de vandalismo e Brigada Militar prendeu três pessoas

Alguns grupos protagonizaram atos de vandalismo e Brigada Militar prendeu duas pessoas
Alguns grupos protagonizaram atos de vandalismo e Brigada Militar prendeu duas pessoas Foto : Tiago Medina / Especial CP
Centenas de pessoas voltaram a se mobilizar, nesta quinta-feira, contra o impeachment de Dilma Rousseff e pedindo a saída de Michel Temer da presidência. O grupo partiu da Esquina Democrática, no Centro Histórico, passou em frente ao Mercado Público e se dirigiu ao bairro Moinhos de Vento, através da avenida Independência. No caminho da marcha, em sua grande maiora pacífica, foram registrados atos de vandalismo, como a depredação da fachadas de agências bancárias e a pichação de alguns contêineres de lixo, alguns deles incendiados.

No entanto, quando já haviam se passado mais quase três horas de caminhada, o grupo entrou em confronto com a Brigada Militar, nas imediações do Hospital de Clínicas. Na região, os manifestantes se dispersaram em pelo menos dois grandes grupos, um que foi em direção ao bairro Rio Branco e outro ao Santana. A situação só foi se normalizar na região após as 22h. Pelo menos três pessoas foram detidas pela Brigada Militar – dois por pichação e um por dano ao patrimônio público.

O protesto foi a segunda manifestação contra o governo de Michel Temer em dois dias nas ruas de Porto Alegre. Na pauta de reivindicações, porém, combate ao machismo, à misoginia e gritos pedindo o fim da Brigada Militar também marcaram a caminhada.



Antes do início da confusão, o grupo fez questão de fazer silêncio quando passou ao lado de hospitais, como a Santa Casa e a Beneficência Portuguesa, evitando perturbar os pacientes. No túnel da Conceição, após passarem pelo Centro, aproveitaram o eco para amplificar os gritos de "Fora Temer", denúncias contra a "misoginia" do governo definido com a saída de Dilma e outras manifestações.

Na avenida Independência muitas lixeiras começaram a ser viradas, pichadas e colocadas no meio da rua – situação que se tornou corriqueira a partir de então. Além disso, agências bancárias tiveram os vidros quebrados e lixo atirado para a parte interna nas proximidades da rua Mostardeiro, na 24 de Outubro, na Goethe e na Protásio Alves. Apenas um banco no caminho foi poupado, pois um morador de rua estava dormindo na frente.

No caminho, o grupo anti-Temer passou no cruzamento entre a Goethe e a Mostardeiro, tradicional reduto de manifestações pró-impeachment de Dilma ao longo do ano. 



Depois de passar em frente ao Parcão, o grupo seguiu pela avenida Goethe para retornar ao Centro, cruzando a Osvaldo Aranha. Na altura da Ramiro Barcelos, contudo, a Brigada Militar entrou em ação. Jogou bombas de efeito moral sobre o grupo e tentou forçar a dispersão. 

Após tentar se reagrupar, a maior parte dos participantes acabou abandonando a caminhada nas proximidades da Protásio Alves. Um contingente menor seguiu até a Jerônimo de Ornelas, ambos dispersando a seguir.