Política

Centrais Sindicais protestam na avenida Paulista contra reformas de Temer

Manifestação reúne bancários, professores, metalúrgicos, profissionais da saúde, entre outras categorias

Manifestação reuniu bancários, professores, metalúrgicos, profissionais da saúde, entre outras categorias
Manifestação reuniu bancários, professores, metalúrgicos, profissionais da saúde, entre outras categorias Foto : Rovena Rosa / Agência Brasil / CP
Em um ato unificado pelo Dia Nacional de Paralisação e Mobilização das Categorias, as centrais sindicais começaram no fim da tarde desta quinta-feira uma caminhada pela Avenida Paulista, com destino à Praça da República, no centro de São Paulo. A caminhada saiu do vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Os organizadores estimam a presença de 30 mil pessoas. A Polícia Militar ainda não divulgou expectativa de público.

A mobilização nacional foi organizada por diversas centrais sindicais (CUT, CTB, CSB, CGTB, NCST e CSP-Conlutas e Intersindical) em protesto contra possíveis mudanças na Previdência, como o aumento da idade mínima para aposentadoria; contra o ajuste fiscal e contra a regulamentação da terceirização para atividade-fim. O ato também é uma antecipação a uma convocação de greve geral no país.

São Paulo 


Na capital paulista, a manifestação de hoje reuniu bancários, professores, metalúrgicos, profissionais da saúde, entre outros. Segundo o secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro Índio, a mobilização desta quinta-feira “foi uma demonstração de que a mobilização está crescendo e que cresce também a resistência” no país.

“O dia de hoje mostrou que é possível que a classe trabalhadora brasileira derrote o governo e a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] 241, que compromete os investimentos na educação e na saúde pública”, disse.

O presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI),João Felício, que também participou do ato, disse que a mobilização de hoje é uma preparação para a greve geral no país, ainda sem data definida. “A greve geral será uma demonstração de força.” Felício reclamou das reformas da Previdência e trabalhista previstas pelo governo de Michel Temer. “Imaginem negociar férias, fundo de garantia e décimo terceiro salário. Isso para nós é lei e lei não se negocia. O que se negocia é salário.”