O Centrão planeja uma nova votação para reverter a derrota que sofreu na madrugada de quarta-feira (17) sobre o voto secreto na PEC da Blindagem. O grupo quer garantir o anonimato nas decisões que autorizam a abertura de processos criminais ou prisões de parlamentares.
O relator da proposta, Cláudio Cajado (PP-BA), argumenta que a votação noturna não "refletiu o espírito do plenário", pois muitos deputados já haviam deixado a sessão. O requerimento, que pedia a retirada da previsão do voto secreto, foi aprovado com 296 votos, 12 a menos que o necessário para manter a redação original. Por conta disso, Cajado se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para definir os próximos passos.
Mudanças na agenda e urgência na votação
A tentativa de reeditar a votação alterou a agenda da Câmara. A sessão que estava prevista para a tarde foi antecipada para a manhã. A Casa Legislativa precisa aprovar, com urgência, a Medida Provisória (MP) do setor elétrico, que promete baratear a conta de luz. A MP está no seu 119º dia de vigência e corre o risco de caducar, o que exige votação rápida na Câmara para que haja tempo de ser aprovada também no Senado.
Essa mudança na agenda impactou outros temas. A reunião de líderes para discutir a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro foi transferida para a tarde. Embora aliados de Jair Bolsonaro tivessem a expectativa de que a urgência na tramitação fosse votada nesta quarta, o projeto ainda não foi incluído na pauta.