Atos semelhantes também voltaram a ocorrer em outras cidades do Brasil.
No ato desta sexta na Capital, o grupo começou a caminhada pela Borges de Medeiros, seguindo em direção à Cidade Baixa, em rota contrária ao da véspera, que foi pela avenida Júlio de Castilhos. Cartazes e faixas denunciam "o golpe" com a cassação do mandato de Dilma e exigem a saída de Temer. O principal canto, além do "Fora Temer", é "Vem, vem, vem para a rua vem, que é contra o golpe".
Depois de ingressar na José do Patrocínio, o grupo passou pela República antes de chegar na João Pessoa. A tropa de choque aguardava os manifestantes em frente a sede do PMDB, depredada por manifestantes anteontem. Entretanto, o grupo, que vinha no sentido Centro-Bairro, trocou o lado da via, passando na frente dos policiais. Durante o percurso, a polícia fez o acompanhamento com diversas patrulhas da Brigada Militar, além de helicóptero para suporte aéreo.
Até então o ato não tinha registrado ações de vandalismo. Porém, pouco antes de ingressarem na Venâncio Aires, dois contêineres foram derrubados na avenida. Na Venâncio Aires, diversas lixeiras e três bancos foram alvos de algumas pessoas que integravam o ato. Alguns equipamentos foram reerguidos por manifestantes que estavam na marcha. O mesmo se seguiu quando o grupo retornou à José do Patrocínio, onde a BM lançou algumas bombas de gás e efeito moral.
Houve princípio de correria, mas o protesto seguiu até o cruzamento com a Loureiro da Silva. No local, algumas pessoas sentaram e outras ficaram de pé, enquanto o trânsito seguia interrompido. Com o grupo já reduzido, a BM lançou mais algumas bombas de gás e efeito moral para dispersar os manifestantes.
Vidraças de banco na José do Patrocínio são quebradas. pic.twitter.com/3ozUw5KyIS — Correio do Povo (@agora_CP) 2 de setembro de 2016