Política

Cerca de 500 pessoas fazem 3º dia seguido de protestos contra Temer em Porto Alegre

BM respondeu com bombas de efeito moral e gás após parte do grupo derrubar contêineres e apedrejar bancos

Algumas pessoas aproveitaram a confusão para quebrar vidraças de bancos
Algumas pessoas aproveitaram a confusão para quebrar vidraças de bancos Foto : Ricardo Giusti
Porto Alegre registrou, nesta sexta-feira, o terceiro dia seguido de protestos contra o impeachment de Dilma Rousseff e o governo de Michel Temer. Cerca de 500 pessoas participaram da caminhada que partiu da Esquina Democrática, número consideravelmente inferior ao dos últimos dias. Ao longo do trajeto, muitas pessoas se juntaram à manifestação, contudo.

Atos semelhantes também voltaram a ocorrer em outras cidades do Brasil.



No ato desta sexta na Capital, o grupo começou a caminhada pela Borges de Medeiros, seguindo em direção à Cidade Baixa, em rota contrária ao da véspera, que foi pela avenida Júlio de Castilhos. Cartazes e faixas denunciam "o golpe" com a cassação do mandato de Dilma e exigem a saída de Temer. O principal canto, além do "Fora Temer", é "Vem, vem, vem para a rua vem, que é contra o golpe".

Depois de ingressar na José do Patrocínio, o grupo passou pela República antes de chegar na João Pessoa. A tropa de choque aguardava os manifestantes em frente a sede do PMDB, depredada por manifestantes anteontem. Entretanto, o grupo, que vinha no sentido Centro-Bairro, trocou o lado da via, passando na frente dos policiais. Durante o percurso, a polícia fez o acompanhamento com diversas patrulhas da Brigada Militar, além de helicóptero para suporte aéreo.

Até então o ato não tinha registrado ações de vandalismo. Porém, pouco antes de ingressarem na Venâncio Aires, dois contêineres foram derrubados na avenida. Na Venâncio Aires, diversas lixeiras e três bancos foram alvos de algumas pessoas que integravam o ato. Alguns equipamentos foram reerguidos por manifestantes que estavam na marcha. O mesmo se seguiu quando o grupo retornou à José do Patrocínio, onde a BM lançou algumas bombas de gás e efeito moral.

Houve princípio de correria, mas o protesto seguiu até o cruzamento com a Loureiro da Silva. No local, algumas pessoas sentaram e outras ficaram de pé, enquanto o trânsito seguia interrompido. Com o grupo já reduzido, a BM lançou mais algumas bombas de gás e efeito moral para dispersar os manifestantes.