Política

CGU vai apurar desvio de verbas no Ministério do Turismo

Medida atende a pedido do próprio ministro da pasta, Pedro Novais

A Corregedoria-Geral da União (CGU) vai instaurar Processo Administrativo Disciplinar para investigar desvios de verbas públicas do Ministério do Turismo. A decisão foi tomada por determinação do ministro-chefe da CGU, Jorge Hage. Na terça-feira, o ministro do Turismo, Pedro Novais, requisitou a apuração de irregularidades supostamente cometidas por servidores da pasta.

As suspeitas deram origem à Operação Voucher da Polícia Federal (PF), que culminou na prisão de 36 pessoas do ministério. A CGU disse, em nota, que vai solicitar à Justiça os autos do inquérito. Hage recomendou ao Ministério do Turismo a suspensão de pagamentos dos convênios da área de capacitação por 60 dias.

Atualmente, há duas auditorias em curso na Secretaria Federal de Controle Interno, que investigam dois tipos de projetos do ministério. Uma delas averigua a destinação de recursos para eventos turísticos, os quais vêm sendo fiscalizados desde 2009.

De acordo com a CGU, o então ministro do Turismo Luiz Barretto tomou várias medidas saneadoras, dentre as quais o estabelecimento de teto para pagamento de cachês artísticos e de limite máximo de despesas por evento. “Em alguns casos, onde havia irregularidades mais graves, os relatórios da CGU foram encaminhados ao Ministério Público e à Polícia Federal".

Na área de capacitação de mão de obra, a CGU está analisando convênios com várias entidades, incluindo três que foram objeto de denúncias recentes: o Instituto Brasileiro de Hospedagem (IBH), o Comitê de Ideias e Ações (Cia do Turismo) e a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar).

Em investigações anteriores, a CGU disse que já havia suspeitado da atuação de vários empresários e empresas apontados agora na Operação Voucher. Entre essas empresas estão a Barbalho Reis, Comunicação e Consultoria Ltda, a MGP Brasil Consultoria Empresarial Ltda e a Race Consult.

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