A possibilidade de que Dilma Rousseff venha a concorrer a governadora pelo PT, no ano que vem, é um dos poucos temores dos estrategistas da candidatura à reeleição de José Ivo Sartori (PMDB). Nos bastidores, eles admitem que, se Dilma entrar na disputa, o quadro eleitoral se modifica completamente.
Interlocutores com acesso ao Palácio Piratini identificam que se a ex-presidente aceitasse concorrer, o Rio Grande do Sul iria reviver a mais acirrada disputa eleitoral já presenciada pelos gaúchos. Em 1998, o então governador Antônio Britto (PMDB) tentou a reeleição e enfrentou o ex-prefeito de Porto Alegre Olívio Dutra (PT) nas urnas. Olívio venceu por apenas 97 mil votos.
No momento, contudo, não há sinalização de que Dilma venha a concorrer ao governo. Mesmo assim, a possibilidade assusta os peemedebistas. No início deste ano, Dilma havia sinalizado a possibilidade de disputar uma vaga na Câmara ou no Senado em 2018.
PP
Na disputa de 2018, o PP pode perder um aliado. O PP ainda não sabe se permanece na chapa à reeleição de Sartori ou se lança candidato próprio ao Piratini. Internamente é dado como certo que o secretário dos Transportes Pedro Westphalen aceita ser vice de Sartori. A candidatura da ex-presidente da Assembleia Silvana Covatti já está descartada.
Chance de Dilma concorrer ao Piratini preocupa peemedebistas
Correligionários de Sartori admitem que quadro eleitoral muda com ex-presidente na disputa