Criado para desenvolver e proteger o patrimônio, o PAC Cidades Históricas tem 44 cidades de 20 estados incluídas na etapa atual. Os recursos destinam-se à recuperação e revitalização das cidades, à restauração de monumentos e ao desenvolvimento econômico e social, bem como ao suporte às cadeias produtivas locais. Ao todo, foram identificados, em parceria com os municípios beneficiados, 425 imóveis e espaços públicos que receberão investimentos. A presidenta informou que 119 obras já têm projetos e podem ser licitadas.
Além de R$ 1,6 bilhão em investimentos, Dilma anunciou uma linha de crédito de R$ 300 milhões para financiar obras em imóveis particulares localizadas em 105 cidades com áreas tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
"Sabemos que a beleza e a riqueza dos bens públicos são ampliados se a totalidade do sítio histórico for preservada, daí porque, junto com a preservação dos bens públicos, criaremos uma linha de financiamento para a recuperação de patrimônio privado de grande relevância cultural e histórica".
Na lista do PAC Cidades Históricas, estão municípios como as capitais da Paraíba, do Maranhão e do Pará, João Pessoa, São Luís e Belém, São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e São Luís do Paraitinga, em São Paulo.
No discurso, Dilma ressaltou que o local da cerimônia não poderia ser mais adequado e mencionou os brasileiros ilustres nascidos na cidade: o ex-presidente Tancredo Neves, o escritor Otto Lara Resende, a beata Nhá Chica, filha e neta de escravos, e a poetisa Bárbara Heliodora, que recebeu o tratamento de heroína da Inconfidência.