A reeleição do deputado federal Hugo Motta (Republicanos) para a presidência da Câmara dos Deputados não contará com o apoio de cinco parlamentares gaúchos eleitos para a próxima legislatura. Durante o Tá na Mesa, da Federasul, nesta quarta-feira (4), Alceu Moreira (MDB), Diogo Siqueira (PL), Gustavo Victorino (Republicanos), Pedro Westphalen (PP) e Rony Gabriel (Podemos) manifestaram contrariedade à recondução do atual presidente.
“Meu voto é claramente contra o Hugo Motta. O PL tem uma reunião semana que vem para decidir o que vai fazer. Os partidos da oposição, a gente está vendo uma divisão interna muito grande. Mas, antes de qualquer coisa, vem a nossa consciência”, disse Diogo Siqueira.
“Minha consciência não está à venda, não tem como votar no Hugo Motta. Meu problema não é pessoal com ele, o problema é que ele fez um acordo de colocar em votação a anistia e não cumpriu o acordo. Se ele for reeleito, os responsáveis são os nossos partidos”, afirmou Gustavo Victorino.
“Até o momento, todos os parlamentares se manifestaram contra a reeleição de Hugo Motta. Como eu vou votar para presidente da Câmara um homem que tirou fotos em festinha ao lado do Vorcaro, que eu denunciei e coloquei na cadeia? Seria uma falta de coerência”, apontou Rony Gabriel.
“O Parlamento não tem que negociar suas convicções e princípios, não tem que eleger o presidente da Câmara porque teve um acordo prévio. Hoje também é possível eleger um presidente do Senado que não seja um negocista do governo”, afirmou Alceu Moreira.
“Talvez sejamos a última trincheira de quem defende os interesses de quem produz e gera renda, e isso passa pela presidência da Câmara e do Senado. Não vou votar no Hugo Motta nem no Alcolumbre. Precisamos de presidentes independentes que não sejam vassalos do governo federal”, apontou Pedro Westphalen.
Na ocasião, os deputados também debateram temas como a dívida do Estado, a renegociação com a União, o Funrigs e a possibilidade de criação de um Fundo Constitucional destinado aos estados das regiões Sul e Sudeste. O painel teve como foco principal os desafios da recuperação socioeconômica do Rio Grande do Sul e a atuação da representação gaúcha em Brasília.