Política

Cinco são presos em décima fase da Lava Jato

Ex-diretor de Serviços da Petrobras foi detido em casa, no Rio de Janeiro

Além do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, também foram presos preventivamente nesta segunda-feira, na décima fase da Operação Lava Jato, o empresário Adir Assad e Lucélio Góes. Assad foi investigado pela Comissão Parlamentar de Inquérito do Cachoeira e Lucélio Góes é filho de Mário Góes, um dos suspeitos de intermediar o pagamento de propina pela empresa catarinense Arxo. A prisão preventiva não tem data para terminar.

Foram presos temporariamente Sônia Marisa Branco e Dario Teixeira Alves. Eles devem permanecer detidos por cinco dias. Também foi expedido mandado de prisão temporária contra Sueli Maria Branco que, segundo a Polícia Federal (PF), está morta.

Cerca de 40 policiais federais cumpriram 18 mandados judiciais: dois de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e 12 de busca e apreensão.Os mandados foram cumpridos em São Paulo e no Rio de Janeiro, e atendem a ordens expedidas pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro.Todos os presos foram encaminhados para a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

De acordo com o procurador da República Roberson Henrique Pozzobon, as investigações que desencadearam a décima fase da Lava Jato identificaram que empresas que mantém contratos com a Petrobras movimentaram mais de R$ 100 milhões em operações com características de lavagem de dinheiro.

"Dentro da perspectiva que [a área de] Serviço e [a área de] Abastecimento [da Petrobras] funcionavam dentro de uma mesma sistemática, mas em paralelo, na denúncia de hoje se poderá ver, de modo completo, repasse de vantagens indevidas e corrupção nas duas diretorias, inclusive, em alguns caso, se interpenetrando", explicou Pozzobon