Política

Ciro Gomes lamenta não conseguir mudar "polarização" da campanha política

Candidato do PDT reforçou ser o "único que pode salvar o Brasil desse confronto"

Candidato do PDT reforçou ser o "único que pode salvar o Brasil desse confronto"
Candidato do PDT reforçou ser o "único que pode salvar o Brasil desse confronto" Foto : Carl de Souza / AFP / CP
O candidato à Presidência pelo PDT nas eleições 2018, Ciro Gomes, afirmou nesta sexta-feira, que a sua campanha não conseguiu quebrar o ambiente polarizado que existe no cenário político nacional. “Infelizmente, até esse momento nós não conseguimos que a campanha fosse aquilo que devia ser”, disse o pedetista, durante caminhada em Ibirité, na região Metropolitana de Belo Horizonte. “Parece que a campanha de 2018 é a continuação da guerra política que levou o Brasil à sua maior crise e que começa em 2014”, apontou Ciro, ao lembrar do embate de 2014, quando a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) polarizaram as eleições.

“Eu sou o único que pode salvar o Brasil desse confronto”, reforçou o candidato, destacando que vence os postulantes do PSL, Jair Bolsonaro, e do PT, Fernando Haddad, numa eventual disputa direta no segundo turno, segundo as pesquisas de intenção de voto. Ciro chamou Bolsonaro de “precipitação da direita facista, nazista, militarista e radical” e que pode ser uma “resposta ao anti-petismo”.

A menos de 48 horas para o começo da votação, Ciro está na terceira colocação da pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada na quarta-feira, 3, com 10%. Bolsonaro é o líder, com 32% , e Haddad está em segundo com 23%. Em Minas Gerais, Estado em que o pedetista visita pela segunda vez nesta semana.

Em Minas, Ciro também fez uma proposta para resolver o problema da crise financeira do Estado, que vem acumulando mais de R$ 8 bilhões de déficit nos últimos três anos. “Vou dispensar Minas por quatro anos do pagamento das parcelas da dívida e indenizar os débitos da Lei Kandir”, garantiu.