O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter para esta terça-feira o julgamento da denúncia apresentada no ano passado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra senador Fernando Collor (PTC-AL). O parlamentar pode virar réu nas investigações da Operação Lava Jato pelos crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro.
O julgamento estava marcado para esta terça-feira, mas houve um pedido da defesa em função de duas ausências previstas na sessão da Segunda Turma, colegiado responsável pela análise do caso. Os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli estão em viagens oficiais. Dessa forma, como o julgamento será realizado com três integrantes, os advogados alegaram que teriam prejuízos na votação sem quórum completo.
A PGR acusa Collor de receber R$ 29 milhões em propina pela suposta influência na BR Distribuidora. Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, além de Collor, estão envolvidos no suposto esquema a mulher do senador, Caroline Collor, e outros acusados, que atuavam como “operadores particulares” e “testas de ferro” no recebimento dos valores. A denúncia afirma que o senador comprou carros de luxo com o dinheiro da suposta propina. Entre os veículos estão um Lamborghini, avaliada em R$ 3,2 milhões; uma Ferrari (R$ 1,4 milhão), um Bentley, e duas Land Rover.
Collor será julgado nesta terça-feira na Lava Jato
Parlamentar pode virar réu nas investigações pelos crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro