Política

Com a energia da juventude

Manuela D'Ávila, candidata do PC do B, mostra a força e a alegria de quem inicia uma caminhada

Candidata do PC do B à prefeitura da Capital, Manuela tem a trajetória política marcada por recordes de votação
Candidata do PC do B à prefeitura da Capital, Manuela tem a trajetória política marcada por recordes de votação Foto : Mauro Schaefer
Manuela D'Ávila, candidata do PC do B à Prefeitura de Porto Alegre, esbanja as características de sua juventude: energia, determinação e alegria. Pensa e fala bem rápido, usa um tom incisivo e tem um comportamento que para alguns parece arrogante e não mantém a distância típica com a qual os políticos costumam encarar sua "autoridade". As características que a transformaram em um fenômeno de votos com frequência são usadas pelos adversários para desqualificá-la, mas a deputada revida, sem receio. "Adoro conviver com as pessoas e odeio que me julguem pessoalmente, assim como adoro ser deputada, mas odeio morar longe de Porto Alegre."

Manuela admite que demorou para se acostumar com a ideia de que sua vida não era sua "opção de vida". "Eu planejava e me preparava para ser professora universitária, como o meu pai. Revela que, até 2010, tinha planos sobre o que faria quando deixasse a vida pública. Agora, aos 31 anos, e em meio a sua quinta disputa eleitoral, aceita que muito provavelmente poderá passar a maior parte da vida exercendo mandatos eletivos. "Foi um processo doído", confessa.

Como uma jovem com tanta vitalidade opta por viver desde os 23 anos dentro de um mundo sisudo de ternos, gravatas, conchavos e traições? A deputada do PC do B responde que ficar de fora e reclamar é muito cômodo. E a comodidade, é evidente, não está em seu perfil. "É meu trabalho e sou extremamente disciplinada, sempre fui. Brasília é uma cidade masculina, de poder, onde tenho poucos amigos. Quando estou lá, trabalho pelo menos 12 horas por dia. Porque quero e sei que as coisas podem ser diferentes", afirma, com convicção.


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