Manuela admite que demorou para se acostumar com a ideia de que sua vida não era sua "opção de vida". "Eu planejava e me preparava para ser professora universitária, como o meu pai. Revela que, até 2010, tinha planos sobre o que faria quando deixasse a vida pública. Agora, aos 31 anos, e em meio a sua quinta disputa eleitoral, aceita que muito provavelmente poderá passar a maior parte da vida exercendo mandatos eletivos. "Foi um processo doído", confessa.
Como uma jovem com tanta vitalidade opta por viver desde os 23 anos dentro de um mundo sisudo de ternos, gravatas, conchavos e traições? A deputada do PC do B responde que ficar de fora e reclamar é muito cômodo. E a comodidade, é evidente, não está em seu perfil. "É meu trabalho e sou extremamente disciplinada, sempre fui. Brasília é uma cidade masculina, de poder, onde tenho poucos amigos. Quando estou lá, trabalho pelo menos 12 horas por dia. Porque quero e sei que as coisas podem ser diferentes", afirma, com convicção.