Segundo o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, trata-se de um procedimento preliminar, que servirá de base para análise da conjuntura. "Fala-se ali (nas reportagens) em recebimento de propina. É preciso primeiro colher as informações da autoridade, depois ver se nos caberá ou à outra autoridade do sistema de ética apurar as acusações feitas a outros servidores", disse.
Durante a reunião da comissão nesta segunda-feira, foi julgado o processo de desvio ético do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci pelo episódio de locação de um imóvel cujo dono, segundo denúncias da imprensa à época, seria uma empresa de fachada em nome de um laranja. Por esse episódio, Palocci foi condenado à censura ética. A censura ética, porém, não tem valor prático. Não impede, por exemplo, que ele assuma nenhum novo posto no governo, apenas faz constar em sua ficha de funcionário a 'punição' - aplicada a quem já deixou o governo. Se ainda estivesse no posto, sofreria 'advertência' e poderia receber uma recomendação de demissão.