“Recesso haverá, qual a cor é que eu não sei”, ironizou o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).
O presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador Lobão Filho (PMDB-MA), admitiu não haver condições políticas de se aprovar a LDO até quarta-feira. Liderados pelo PMDB, os partidos — em especial na Câmara dos Deputados — fazem obstrução para que se aprove o orçamento impositivo.
O Senado já não teve sessão deliberativa na sexta-feira, e a de segunda-feira foi cancelada, sinalizando o clima de férias da semana que vem. A tendência é de que apenas o parecer preliminar da LDO de 2014 seja aprovado na Comissão Mista de Orçamento.
A aprovação abre prazo de dez dias para que os parlamentares apresentem emendas. Esse poder os deputados e senadores não querem perder, porque, no caso da LDO, as emendas são a destinação de recursos a projetos no Anexo de Metas.
A estratégia do PMDB e dos demais partidos é aprovar a LDO até 15 de agosto, dando tempo de o governo se adequar aos parâmetros e enviar o orçamento da União de 2014 no dia 31 de agosto. Cunha afirmou que a sigla concorda em votar o parecer preliminar da Comissão Mista de Orçamento na terça-feira, mas diz que não haverá tempo hábil para concluir a análise da matéria. Cunha argumentou que não há prazo regimental suficiente para apreciar as emendas antes do início do recesso — só poderá ser votado em agosto. “O PMDB obstrui o governo, a oposição, obstrui até ele mesmo. Está difícil”, reclamou o líder do PSB na Câmara, o deputado gaúcho deputado Beto Albuquerque.