O Congresso manteve o veto da presidente Dilma Rousseff ao financiamento empresarial de campanhas eleitorais. Na sessão desta quarta-feira, foram 220 votos para derrubar o veto, contra 190, mas eram necessários 257. A análise dos vetos começou na noite dessa terça-feira, quando oito decisões de Dilma foram mantidas, entre elas a que barrava o reajuste do Judiciário.
Em agosto, Dilma sancionou a reforma política com o veto ao financiamento de políticos e partidos por empresas. Com isso, as doações eleitorais só são permitidas para pessoas físicas. A presidente apresentou como justificativa o fato de a medida confrontar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou esse tipo de doação inconstitucional.
Depois de manter veto ao reajuste dos aposentados e derrubar o veto sobre a renegociação de dívidas dos Estados, o Congresso seguia analisando as definições da presidente. O próximo veto a ser apurado é ao texto que prevê a impressão do voto na urna eletrônica.
Com as definições da Câmara até o momento, aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo continuarão contando apenas com a reposição da inflação, sem nenhum ganho real. A proposta do Supremo Tribunal Federal (STF) para o Judiciário, que previa reposição de até 78%, em seis parcelas, também foi descartada.
Congresso mantém veto de Dilma ao financiamento empresarial de campanhas
Foram 220 votos pela derrubada da decisão da presidente, mas eram necessários 257