Política

Congresso não consegue quórum para votar Lei de Diretrizes Orçamentárias

Texto principal foi aprovado em agosto, mas parlamentares precisam apreciar três destaques

Plenário segue esvaziado mais de uma hora depois do início dos debates
Plenário segue esvaziado mais de uma hora depois do início dos debates Foto : Nilson Bastian / Câmara dos Deputados / CP
Na segunda tentativa, a sessão do Congresso Nacional marcada para às 11h desta terça ainda não atingiu o quórum necessário (257 deputados e 41 senadores) para a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017. Aberta com atraso, pouco antes do meio-dia, a sessão chegou a registrar a presença de 191 deputados e 39 senadores.

Ainda assim, o plenário segue visivelmente esvaziado mais de uma hora depois do início dos debates comandados pelo vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão. O cenário muito se deve à sessão do Senado que continua ocorrendo com debates sobre a medida provisória (MP 733), que trata da dívida dos agricultores. Apesar disso, senadores garantem que estão registrando presença na sessão mista, ainda que retornem para a votação no Senado.

A primeira tentativa teve o mesmo desfecho na noite de ontem, quando a sessão foi aberta às 19h. A estratégia de marcar duas sessões foi anunciada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), visando tentar avançar com os últimos itens da LDO, que autoriza o governo a elaborar o Orçamento para o ano e traça as regras para o uso dos recursos.

Destaques devem ser apreciados

O texto principal foi aprovado em agosto, mas deputados e senadores precisam apreciar três destaques para que a lei passe a ter validade. Entre os destaques há um que retira a autorização do Executivo de remanejar até 20% dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sem que seja exigida a autorização do Congresso Nacional.

Outros dois destaques tratam da autorização de bloqueio de recursos destinados à área de Ciência e Tecnologia.
A votação da LDO ainda depende da liberação da pauta do Congresso que tem, na fila, sete vetos presidenciais a projetos aprovados pelo Legislativo. Entre eles, vetos que tratam de reajustes salariais para diversas categorias do funcionalismo público e o que proibiu a ampliação para 100% a possibilidade de participação de capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras.

Com quórum baixo na Câmara, Waldir Maranhão anunciou o cancelamento da sessão que ocorreria depois da sessão do Congresso para votar pedidos de urgência para projetos sobre a dívida ativa dos estados (PL 181/15 e PL 3337/15). Governadores têm pedido o avanço das duas propostas alegando a baixa arrecadação e a situação financeira dos estados.