O Conselho de Ética da Câmara está reunido desde o começo da tarde desta terça para dar continuidade à análise do parecer preliminar do deputado Fausto Pinato (PRB-SP), relator do processo, na representação contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
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Na representação contra Cunha, o Psol e a Rede argumentam que há divergências entre informações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e o depoimento prestado pelo presidente da Câmara à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras em março deste ano, quando negou ter contas bancárias no exterior não declaradas à Receita Federal.
O advogado de defesa de Cunha, Marcelo Nobre, declarou ao Conselho que a representação é baseada apenas em denúncias, sem nenhuma prova. Nobre também disse que não existe lei brasileira que obrigue qualquer cidadão brasileiro a declarar em seu imposto de renda valores de contas em trustes. De acordo com o advogado, Eduardo Cunha não omitiu informações porque a lei não obriga que ela seja declarada.
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