Política

Conselho pretende tentar apoio federal para obra da Ferrosul

Membros do Codesul se reuniram hoje em Porto Alegre

O Conselho de Desenvolvimento do Sul (Codesul), formado pela Região Sul do País e pelo Mato Grosso do Sul, pretende levar ao governo federal a discussão da segunda etapa da Ferrovia Norte-Sul, conhecida como Ferrosul. A meta é obter o apoio da presidente Dilma Rousseff e incluir o empreendimento no Plano Plurianual e no Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT). “Vamos pedir ao governo federal que inicie a elaboração do projeto, mas que chame os governos estaduais para discutir o traçado em cada estado”, disse o secretário de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, após encontro, na tarde desta quarta-feira, com secretários de Santa Catarina e do Paraná.

O tema voltará a ser discutido segunda-feira, em Porto Alegre, em encontro do Codesul com a presença dos quatro governadores. Uma comissão permanente, composta pelos secretários estaduais de Infraestrutura deverá ser criada para acompanhar o andamento do projeto. Com 1,9 mil km de extensão, a Ferrovia Norte-Sul liga Belém (PA) até as regiões Sudeste e Centro-Oeste, mas não chega até o Sul do Brasil. Em setembro de 2010, a Assembleia Legislativa aprovou o ingresso do Rio Grande do Sul na nova empresa ferroviária, com a expectativa que a conexão chegue até o Porto de Rio Grande. “Esse tronco ferroviário tem de ser abastecido pelos interesses produtivos e pela estratégia de desenvolvimento de cada estado”, afirmou Albuquerque.

O secretário acredita que a definição do projeto deverá levar mais de um ano. A obra, por sua vez, pode levar até oito. Estima-se que o custo seja de aproximadamente R$ 3 bilhões. Segundo Albuquerque, o modelo de gestão a ser adotado, que poderá ser em forma de Parceria Público-Privada (PPP), ainda não está definido. Ele acredita que o transporte ferroviário poderá aumentar a competitividade da região no mercado internacional, além de reduzir o fluxo nas rodovias gaúchas, por onde passa mais de 80% do transporte de cargas. “A falta de uma ferrovia interligando o Porto de Rio Grande à rede nacional mantém o Estado isolado do resto do país”, ressaltou.

Para o secretário de Infraestrutura de Santa Catarina, Valdir Cobalchini, a reunião de ontem foi um passo importante. “O crescimento dos nossos estados tem de ser interligado, não podemos pensar separadamente”, destacou. O secretário de Infraestrutura do Paraná, José Richa Filho, lembrou que o grupo está atento aos prazos para a inclusão do projeto no Plano Plurianual.

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