O tema voltará a ser discutido segunda-feira, em Porto Alegre, em encontro do Codesul com a presença dos quatro governadores. Uma comissão permanente, composta pelos secretários estaduais de Infraestrutura deverá ser criada para acompanhar o andamento do projeto. Com 1,9 mil km de extensão, a Ferrovia Norte-Sul liga Belém (PA) até as regiões Sudeste e Centro-Oeste, mas não chega até o Sul do Brasil. Em setembro de 2010, a Assembleia Legislativa aprovou o ingresso do Rio Grande do Sul na nova empresa ferroviária, com a expectativa que a conexão chegue até o Porto de Rio Grande. “Esse tronco ferroviário tem de ser abastecido pelos interesses produtivos e pela estratégia de desenvolvimento de cada estado”, afirmou Albuquerque.
O secretário acredita que a definição do projeto deverá levar mais de um ano. A obra, por sua vez, pode levar até oito. Estima-se que o custo seja de aproximadamente R$ 3 bilhões. Segundo Albuquerque, o modelo de gestão a ser adotado, que poderá ser em forma de Parceria Público-Privada (PPP), ainda não está definido. Ele acredita que o transporte ferroviário poderá aumentar a competitividade da região no mercado internacional, além de reduzir o fluxo nas rodovias gaúchas, por onde passa mais de 80% do transporte de cargas. “A falta de uma ferrovia interligando o Porto de Rio Grande à rede nacional mantém o Estado isolado do resto do país”, ressaltou.
Para o secretário de Infraestrutura de Santa Catarina, Valdir Cobalchini, a reunião de ontem foi um passo importante. “O crescimento dos nossos estados tem de ser interligado, não podemos pensar separadamente”, destacou. O secretário de Infraestrutura do Paraná, José Richa Filho, lembrou que o grupo está atento aos prazos para a inclusão do projeto no Plano Plurianual.