Política

Consultores se calam em depoimento do caso Erenice

Polícia Federal retomou investigações após as Eleições

Passado o calor eleitoral, a Polícia Federal (PF) retomou nesta quinta-feira, com depoimento de duas testemunhas, as investigações do esquema de tráfico de influência na Casa Civil da Presidência da República na gestão da ex-ministra Erenice Guerra. Acusados de terem montado uma empresa fantasma usada no esquema, a Sinergy, os consultores Adriano da Silva Costa e João Batista Marques de Sousa usaram o direito de ficar calados para não produzir provas contra si mesmos.

Após substituir Dilma na Casa Civil, Erenice foi afastada em setembro, após a divulgação do escândalo. A investigação tem prazo para ser concluída em 17 de novembro, mas o delegado Roberval Vicalvi, encarregado do inquérito, já anunciou que vai pedir mais tempo à Justiça. Isso porque ainda não foram concluídas as perícias nos computadores usados pela ex-ministra e seus assessores acusados de tráfico de influência na Casa Civil, que foram espelhados e enviados para o Instituto Nacional de Criminalística (INC). O resultado da análise, segundo a corporação, é fundamental para o indiciamento dos envolvidos, que será o próximo passo.