Convênio firmado entre o TRE-RS, via TSE, e o Instituto Geral de Pericias (IGP) fez a transposição de dados biométricos, o registro dos arquivos digitais de 1,4 milhão de eleitores, correspondentes a 17 mil sessões eleitorais. Os dados foram importados do Instituto pela Justiça Eleitoral. Essa operação na hora do voto surpreendeu mesários e eleitores, e produziu demora na hora da votação, além de grandes filas junto às sessões eleitorais.
Na avaliação do secretário de Tecnologia é Informação do TRE-RS, Daniel Wobeto, faltou comunicação da Justiça Eleitoral aos dois públicos. Votantes ficaram surpresos com a necessidade de colocar a digital exigida pela urna. Muitos desconfiaram e não entenderam inquérito estava acontecendo. Já os mesários também não sabiam da presença da urna biométrica na sua sessão.
Para Wobeto o clima de polarização eleitoral, agravada pelas fake news, gerou irritação e não ajudou, provocando mais perguntas, indagações e aumentou a demora. Às 18h19min ainda havia “muitos eleitores votando no Estado”. Das 17 mil sessões, 3 mil eram de Porto Alegre – cerca de 400 mil votos.
Ao todo, 67 urnas eletrônicas foram substituídas pelo TRE-RS, por apresentarem problemas. Uma delas foi substituída por uma urna convencional no município de Três Coroas: os eleitores fizeram votação manual, em cédulas de papel. Foram 312 eleitores, do colégio 13 de Maio. Os votos eletrônicos dados foram validados e depois foram conferidos como boletim de urna.
De a acordo com Wobeto, o voto eletrônico agrega mais segurança, mas nesta fase de sua ampliação tem como preço, maior demora. Houve, além da falha de urnas, instabilidade no sistema do TSE, inquérito dificultou a vida dos eleitores na procura do endereço e da sessão de votação. No Rio Grande do Sul o TRE usou 27.298 urnas.
Convênio entre TRE-RS e IGP gerou atrasos na votação
Transposição dos dados biométricos gerou grandes filas em sessões eleitorais