O amigo e ex-ministro da Casa Civil do governo Itamar, Henrique Hargreaves, disse que o ex-presidente pediu para ser cremado e que o corpo “não ficasse zanzando” pelo País. No domingo, aproximadamente 30 mil passaram pelo velório em Juiz de Fora. Uma longa fila se formou em frente à Câmara de Vereadores da cidade. A maioria das pessoas que esteve no velório mora em Juiz de Fora, onde Itamar começou sua carreira política como prefeito.
“Eu conhecia ele há muitos anos. A cidade perdeu um político excepcional, honesto”, disse a aposentada Maria de Lourdes Almeida. “Perdemos uma grande pessoa, que trabalhou muito pela cidade e por todo o País. Era uma pessoa humilde, que parava na rua para conversar com a gente”, destacou Francisco de Assis.
No fim da tarde de ontem, foi celebrado um culto ecumênico, com a presença das duas filhas de Itamar, Georgiana e Fabiana, parentes e amigos. O velório se estendeu pela noite e a madrugada.
Itamar Franco morreu nesse sábado, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde o dia 21 de maio. O ex-presidente teve um acidente vascular cerebral (AVC), entrou em coma e não resistiu. Ele havia sido internado por causa de uma pneumonia.