Política

Costa diz a Moro estar sem dinheiro

Ao assinar delação, ex-diretor da Petrobras havia se comprometido a comparecer diante do juiz quando notificado

Ao assinar delação, ex-diretor da Petrobras havia se comprometido a comparecer diante do juiz quando notificado
Ao assinar delação, ex-diretor da Petrobras havia se comprometido a comparecer diante do juiz quando notificado Foto : Pozzebom / Agência Brasil / CP
O juiz Sérgio Moro aceitou “excepcionalmente”, nesta quinta-feira, pedido da defesa do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para que ele preste depoimento por meio de videoconferência por não ter dinheiro para viajar até Curitiba.

Primeiro delator da Lava Jato, Costa afirmou a Moro via advogados que não tem mais dinheiro para gastar com a passagem de avião do trecho Rio-Curitiba. O ex-diretor foi arrolado pelo Ministério Público Federal (MPF) como testemunha de acusação do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB).

Como consta em seu acordo de delação premiada, Costa, ao decidir colaborar com a Justiça, se comprometeu a sempre comparecer perante o juiz quando fosse notificado. Contudo, anteontem, sua defesa informou que ele e sua família estão passando por “grave dificuldade econômica” e não teria recursos para viajar para depor na audiência marcada para o dia 9 de março.

Além dele, a executiva da Carioca Engenharia – empreiteira que fechou acordo de leniência – Tania Fontenelle pediu para ser ouvida por videoconferência no Rio, por causa da idade (72 anos). Ela também foi arrolada como testemunha de acusação na ação penal contra Cabral e outros seis réus acusados de corrupção e lavagem envolvendo as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras.

Com isso, o juiz da Lava Jato decidiu transferir as duas audiências para 10 de março, data que a Justiça Federal no Rio poderá fazer a videoconferência.

Prisão Domiciliar


Responsável por denunciar 28 políticos que teriam se beneficiado do esquema de corrupção na Petrobras, Costa teve sua delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2014. Com o acordo, ele deixou a prisão no Paraná e cumpre pena em casa, no Rio.