Política

Cpers promete lotar Assembleia para impedir votação de reajuste

Categoria exige reposição maior, que garanta o pagamento do piso nacional do magistério

Está marcada para esta terça-feira a votação do projeto de reajuste salarial para o magistério gaúcho na Assembleia Legislativa. O Cpers/Sindicato solicita que o Executivo retire a proposta da pauta. Caso contrário, os professores devem ir até o plenário para solicitar que não seja aprovada, conforme a presidente da entidade, Rejane de Oliveira.

Em assembleia geral realizada no dia 2, cerca de 2 mil representantes do sindicato decretaram estado de greve e rejeitaram o aumento de 23,5% em três parcelas que pode ser votado nesta terça-feira. O percentual faz parte dos 76% de reajuste divididos em sete parcelas proposto pelo governo. O Piratini quer que em 2014 o salário de um professor com 40 horas semanais chegue a R$ 1.260, abaixo dos atuais R$ 1.451 do piso nacional da categoria. De acordo com Rejane, a greve será consequência, caso o piso não seja implementado.

Na quarta, quinta e sexta-feira trabalhadores da educação básica pública promoverão uma paralisação nacional para denunciar os gestores que não cumprem a lei do piso. O Cpers irá participar do protesto, culminando em um ato público unificado no Estado no último dia.

Conforme a Confederação Nacional do Trabalhadores em Educação (CNTE) 17 dos 26 Estados mais o Distrito Federal não pagam o Piso Nacional do Magistério, cujo valor é R$ 1.451.



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