Política

CPI do ProJovem é prorrogada por mais dois meses

Meta dos vereadores é esclarecer as denúncias de irregularidades envolvendo a administração do programa federal na Secretaria Municipal da Juventude

O presidente da CPI do ProJovem, vereador Luiz Braz (PSDB), decidiu prorrogar por mais 60 dias os trabalhos da Comissão, na Câmara de Vereadores da Capital. O prazo inicial, de 120 dias, vencia no fim deste mês. Segundo o vereador, a decisão foi tomada porque seguem faltando depoimentos necessários para que o relator da CPI, vereador Reginaldo Pujol (DEM), conclua o texto. A meta dos vereadores é esclarecer as denúncias de irregularidades envolvendo a administração do programa federal na Secretaria Municipal da Juventude a partir de 2005.

O vereador tucano disse que dois integrantes da empresa Pensante, que prestava assessoria à Secretaria Municipal da Juventude no período investigado, ainda devem ser ouvidos. Braz revelou que um deles já informou que não vai falar no plenário e outro pediu para transferir o depoimento. O tucano afirmou que, até o fim do mês, os trabalhos devem estar concluídos e explicou que o restante do prazo vai servir para que Pujol redija o relatório.

Luiz Braz avaliou que as investigações dos contratos do ProJovem no período de 2005 até 2007 avançaram mais no Ministério Público, e que a CPI conseguiu contribuir, sobretudo, para elucidar as dúvidas relativas do período posterior, de 2007 a 2010.

O presidente da Comissão também criticou a postura do ex-secretário da Juventude, Mauro Zacher, segundo o tucano, "muito vago" em seu depoimento. De acordo com o Braz, Zacher usou as palavras “sim” e “não sei” para responder à maioria das perguntas. O depoimento ocorreu na última quinta-feira. O ex-secretário da Juventude de Porto Alegre, no período entre abril de 2008 e dezembro de 2010, é suspeito de desviar mais de R$ 400 mil no contrato com a Fundação de Apoio à Educação, Pesquisa e Extensão da Unisul – Faepesul.