Política

CPI vai investigar serviço de telefonia no Estado

Setor lidera ranking de reclamações no Procon de Porto Alegre

O setor de telefonia, que lidera o ranking de reclamações no Serviço de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Porto Alegre, será alvo de investigação pelos deputados gaúchos. Nesta terça-feira, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) será instalada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a partir das 13h, para apurar a qualidade do serviço prestado no Estado.

A CPI será presidida pelo deputado Ernani Polo (PP), autor do requerimento. Em março, o parlamentar conquistou o apoio integral do parlamento para instalação da comissão com a adesão dos 55 deputados. “A qualidade do serviço de telefonia deixa muito a desejar. Seja por falta de sinal, queda frequente de ligações. Outro problema grave é o mau atendimento nos call centers das operadoras”, ponderou o deputado. A CPI irá analisar ainda a carência nas coberturas e a falta de mais investimentos em infraestrutura no setor. “Nós temos muitas linhas em operação para pouca infraestrutura instalada”, comentou.

O principal problema relatado pelos porto-alegrenses ao Procon da Capital é a cobrança abusiva e indevida das empresas.“Nós sempre pedimos para a população verificar se aquilo que está sendo pago, está sendo cobrado, foi efetivamente utilizado”, explicou o progressista. Os deputados também vão discutir a atual legislação que atinge o setor de telecomunicações. “Se a CPI está sendo instalada, é porque a fiscalização falha, que é papel da Anatel, de fiscalizar e regrar o serviço”.

A CPI terá 12 membros, e a distribuição da participação de partidos é proporcional ao tamanho das bancadas: o PT terá três deputados; PP , PDT e PMDB terão dois representantes cada e PTB, PSDB e PSB terão um parlamentar participando dos trabalhos. A primeira reunião do grupo está marcada para a próxima segunda-feira.

O Rio Grande do Sul está sendo pioneiro na proposta de instalação da CPI e, segundo o deputado progressista, outras sete assembleias legislativas do País deverão seguir o exemplo: Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso,  Paraná, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

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